Ignorância, dúvida e desobediência

Ao passo em que nosso conhecimento de Deus evolui, podemos nos encontrar em 3 estágios de relacionamento com sua verdade. Estes estágios têm a ver com o quanto procuramos conhecer a Deus e como agimos quando obtemos esse conhecimento. Ainda, estes estágios revelam nossa intimidade com a Teologia, ou seja, com o próprio conhecimento do Deus Pai. O que define nossa vida de santidade é a medida da aplicação do nosso conhecimento teológico em nossas vidas, e nesse sentido, é útil que analisemos estes 3 estágios e ajamos da melhor maneira em cada um deles.

Primeiro estágio: Ignorância

O primeiro estágio é aquele em que não temos conhecimento das verdades divinas. Não é necessariamente um estágio inicial, já que pode se extender ao longo da caminhada cristã se não nos dedicarmos ao estudo da Palavra.

Paulo diz aos Romanos em Romanos 1:17:

“Porque no evangelho é revelada a justiça de Deus, uma justiça que do princípio ao fim é pela fé, como está escrito: “O justo viverá pela fé”.”

O conhecimento da Palavra de Deus deve gerar um resultado imediato: que vivamos de acordo com esse conhecimento. Não nos enganemos: nós precisamos conhecer o que a Bíblia tem a nos dizer sobre até o mais irrisório de nossos atos, que dirá sobre aqueles mais relevantes, que revelam como está nosso relacionamento com Deus!

Nós precisamos avidamente tomar conhecimento das verdades do evangelho. Conhecê-las deve gerar em nós uma modificação imensa pois, à partir deste conhecimento, devemos pautar todas as nossas ações, seja à partir de ordens diretas ou ainda de exemplos de outros santos, que demonstram o grande poder de transformação do conhecimento de Deus.

Segundo estágio: Dúvida

A dúvida é bem diferente da ignorância. A dúvida supõe um conhecimento da verdade. Este conhecimento, porém, não se mostra suficiente para o convencimento contrário a uma crença já estabelecida, e nasce, assim, um questionamento da própria verdade divina.

Entretanto, a dúvida é uma companheira frequente de nós, cristãos. Isso porque, se realmente temos procurado conhecer a vontade de Deus, seremos confrontados em praticamente todos os desdobramentos que se dão em nossa vida: vivemos num mundo totalmente averso aos preceitos de Deus.

Paulo continua:

“Portanto, a ira de Deus é revelada do céu contra toda impiedade e injustiça dos homens que suprimem a verdade pela injustiça,
pois o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou.
Pois desde a criação do mundo os atributos invisíveis de Deus, seu eterno poder e sua natureza divina, têm sido vistos claramente, sendo compreendidos por meio das coisas criadas, de forma que tais homens são indesculpáveis;”
Romanos 1:18-20

A maneira como lidamos com a dúvida atestará se ela servirá para edificação ou para destruição: você procura saná-la ou convive com ela? Se há convivência com a dúvida, há necessariamente idolatria em sua vida. E uma idolatria de resultados graves. À partir do momento em que coloca-se uma suposta verdade individual acima da Verdade, comprova-se quem está no trono do seu conhecimento.

Terceiro estágio: Desobediência

Ignorância e dúvida podem ser pecados ou resultado de pecados, mas há algo que certamente se manifestará como pecado: a desobediência.

A desobediência acontece quando temos conhecimento de uma verdade divina e não a colocamos em dúvida, mas, mesmo assim, não a aplicamos em  nosso viver. Para isso, não há desculpa.

Todos nós lutamos contra a desobediência às verdades de Deus. Lutamos na semana que se passou e lutaremos na semana que se inicia. Por omissão ou comissão, quando não fazemos o que Deus institui em sua Palavra, pecamos.

“…porque, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe renderam graças, mas os seus pensamentos tornaram-se fúteis e os seus corações insensatos se obscureceram.”
Romanos 1:21

 O conhecimento de Deus deve gerar em nós ações que glorificam a Deus. Deve gerar gratidão pela própria revelação desse conhecimento. Caso contrário, tudo aquilo que pensamos se torna fútil e nossos coração se torna cada vez insensato.

Que Deus possa nos ajudar para que não continuemos ignorantes em nenhuma de suas  verdades, para que não habitemos na dúvida e para que possamos agir de acordo com as verdades que Ele revelou a nós. Glória somente a Ele!

André Alves
Secretaria de Espiritualidade

Baseado em http://voltemosaoevangelho.com/blog/2013/04/pregue-para-os-ignorantes-os-indecisos-e-os-pecadores-mark-dever/

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Jogos FeUMP 2013

Pessoal, 
Em primeira mão…! rs!

O cartaz vencedor do concurso dos Jogos FeUMP 2013 foi: UMP Parque Esplanada!
Parabéns queridos!

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Com isso vocês acumularam 10 pontos para a premiação anual, mais um presente que daremos no dia do jogo para o criador do cartaz!
E agora, vamos aguardar o regulamento, que estará disponibilizado no dia 1º de Abril! =)
Confirmem presença no nosso evento aqui no face e formem seus times!!!!!! =)

Evento: http://www.facebook.com/events/167610083392045/?context=create

Resumão Efésios

Está chegando o nosso debate sobre a epístola de Paulo aos Efésios. Todos vocês se prepararam e devem estar  ansiosos pela oportunidade de poder testar o conhecimento obtido nessas semanas de estudo. Para que a ansiedade não te atrapalhe, preparamos um resumo com os pontos principais desta carta. Então vamos lá:

A epístola de Paulo aos Efésios foi escrita  aproximadamente no ano 62 depois de Cristo. Éfeso era uma cidade portuária próspera, província de Roma na Ásia Menor, região que hoje abrange o território da Turquia.

Paulo escreveu a epístola (carta endereçada a um indivíduo ou grupo, sem necessidade de resposta do destinatário) quando estava em prisão domiciliar em Roma. Nessa época, também escreveu as epístolas de Filipenses, Colossenses e Filemon.

O tema principal da epístola é a Igreja como Corpo de Cristo.  À partir daí, Paulo aborda a unidade e reconciliação da criação através de Cristo e usa diversas palavras para se referir à igreja como cada cristão e como a união dos eleitos: corpo, templo, mistério, novo homem, noiva e soldado. Paulo prossegue também em dar instruções práticas sobre como os cristãos deveriam viver.

A epístola pode ser dividida da seguinte maneira:

1:1-2 – Saudação

1:3-2:10 – Uma descrição resumida das benção provenientes do evangelho, citando fonte, meios de obtenção, a razão pela qual são dadas, e o resultado. A seção é finalizada com uma oração pelo enriquecimento espiritual dos efésios.

2:11-3:21 – Descrição da mudança ocorrida nos gentios por meio da obra salvadora de Cristo. Paulo também se identifica como um apóstolo escolhido para trabalhar com os gentios e demonstra preocupação pelo perigo de desânimo na fé que podia ser resultado das tribulações enfrentadas pelos gentios.

4:1-16 – Pedido  que seja mantida a unidade mesmo em face da diversidade de dons.

4:17-6:9 – Instruções sobre o estilo de vida, vida no lar, nos relacionamentos entre marido e esposa, numa descrição que ficou conhecida como Código Doméstico.

6:10-24 – Descrição do cenário de Guerra Espiritual, que inclui a famosa metáfora da Armadura de Deus, e descrição da missão de Tíquico. Encerramento da carta com as costumeiras Bençãos Apostólicas.

Assim fechamos o resumo. Lembre-se que é somente um resumo e que com certeza não apresenta todos os detalhes da carta. Nada vai substituir seu estudo e meditação.

André
Secretaria de Espiritualidade

Breve Resumo do Capítulo 1 de Efésios

No capítulo 1 de Efésios, Paulo começa saudando os efésios, se referindo a eles como santos e fiéis em Cristo Jesus. Podemos encontrar neste capítulo referências quanto à eleição divina. Fomos predestinados para sermos “filhos de adoção” por Cristo Jesus, para o louvor da sua graça, segundo o beneplácito da sua vontade.

Fomos selados com o Espírito da Promessa, o qual é também o penhor da nossa herança. O Espírito Santo que em nós habita é também uma garantia da nossa salvação. Vemos também a exaltação de Cristo, que após cumprido sua missão na terra, ressuscitou dentre os mortos e assentou-se à direita de Deus nos céus, muito acima de todo principado, autoridade, poder, domínio  e de todo nome. No final do verso 1, Paulo apresenta a Igreja como corpo de Cristo.

– Beneplácito significa aprovação, consentimento, licença.

– Predestinados para sermos filhos de adoção

– Selados com o Espírito da Promessa

– O Espírito Santo é o penhor da nossa herança

– Jesus está à destra de Deus, acima dos principados, poder, autoridade, domínio e todo nome.

– A igreja é o corpo de Cristo (se for feita uma pergunta a respeito, cuidado para não confundir e responder que a igreja é a noiva de Cristo)

Lucas Ariel / Secretaria de Espiritualidade

Combatendo a Superficialidade Espiritual

Hoje em dia a palavra espiritualidade encontra-se banalizada. Talvez isso deve-se ao fato de não compreendermos o que de fato é ser espiritual. Podemos afirmar que espiritualidade é viver segundo o espírito.

 “a fim de que as justas exigências da lei fossem plenamente satisfeitas em nós, que não vivemos segundo a carne, mas segundo o Espírito.” Romanos 8:4

Em 1Co 2.13 e Rm 8.9 somos convidados para viver como homens espirituais, que no grego tem o sentido de homens do Espírito. Por isso falar de espiritualidade, de experiência espiritual ou de caminhos para a santidade, significa falar de vida cristã que se desenvolve, que se consolida até a maturidade, até a estatura da perfeição.

Mas quero voltar ao assunto inicial: a espiritualidade de nossos tempos. Percebo aqui um estado lamentável. Uma espiritualidade que se traduz em outra palavra: superficialidade. As pessoas vivem nas igrejas, mas não vivem o que é pregado (quando é pregado) nas igrejas. Digo “quando é pregado”, porque outro quadro lamentável é que em muitas igrejas não se tem pregado o verdadeiro evangelho, mas este é outro assunto. O fato é que não temos tido vidas de homens do Espírito, de homens espirituais, mas temos caído na superficialidade disso tudo.

Precisamos urgentemente combater esta superficialidade. Precisamos nos voltar às escrituras, precisamos amadurecer uma fé fundamentada em Jesus Cristo. É necessário começar uma fuga da superficialidade espiritual e seguir verdadeiramente as escrituras sagradas e os passos de Jesus. Precisamos vencer a desculpa da falta de tempo e viver uma vida de oração incessante, precisamos de uma vez por todas buscar a Deus e a sua vontade para as nossas vidas. É tempo de não apenas ler a bíblia, mas de fazer da sua vida uma bíblia e entender que espiritualidade é sinônimo de cristocentrismo, de mudança de vida, de busca por Deus, de oração, de ativismo na obra, enfim, de obediência.

Que Deus levante jovens dispostos a fugirem da superficialidade e a se entregarem de fato à uma espiritualidade verdadeira, antes que nossas UMPs desfaleçam e se tornem sem vigor!  Soli Deo Gloria!

Lucas Ariel / Secretaria de Espiritualidade